Lilypie 1st Birthday Ticker

terça-feira, maio 29, 2007

cesarianas

Algo de errado se passa com as mulheres e certamente com os médicos deste país.
Quase todas as gravidezes que acompanhei terminaram em cesariana, sendo que apenas uma era uma cesariana programada.
Quer-me parecer que é um misto de as mulheres terem falta de confiança na sua capacidade de parir e o medo que os médicos têm do suposto risco clínico (e também não deve ajudar fazerem-se induções quando o corpo da mulher ainda não está preparado para isso, sejam elas às 37 ou às 39 semanas).

E quanto mais cesarianas acontecem à minha volta mais eu penso num "será que" no nascimento do gabriel...


E já agora, muitos parabéns à tatas, a última das gravidezes que acompanhava junto com a minha. Bem-vindo Vasco :D

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sexta-feira, maio 25, 2007

Essenciais (da gravidez, parto, pós parto, amamentação e bebé) cont

- Creme anti-estrias
Para tentar que não apareçam qualquer creme serve. O importante é manter a pele sempre hidratada. Eu experimentei três: creme gordo (15€ / 17€) até aos 5 meses e depois mustela(22€) e o anti-estrias da palmer´s (9€ / 10€). Fiquei fã da linha da palmer´s. Compram-se no supermercado e são de longe a solução mais barata. Têm a grande vantagem de não serem gordurosos e não manchar a roupa e vêm com doseador :)

- Faixa pós parto
É um item que gera alguma polémica, colocar não colocar, ajuda muito, fica-se sem barriga, os músculos deixam de funcionar... enfim. O que posso garantir é que se fizerem cesariana é um item essencial, é passar de andar toda torta e com grande dificuldade a direita e sem grandes dores.

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Essenciais (da gravidez, parto, pós parto, amamentação e bebé)

- Soutiens de amamentação Cantaloop
À venda em farmácias, custam entre 25€ e 30€, são em microfibra e esticam, o que os torna muito confortáveis, não apertam o peito e servem desde o final da gravidez até à subida do leite. São os meus soutiens de amamentação mais confortáveis.

- Almofada de amamentação
Daquelas fofinhas tipo ferradura, com recheio de esferovite tipo pufe. Servem para a mamã dormir confortável enquanto está grávida, são um conforto para dar de mamar, principalmente quando se fez cesariana e custa muito ter o peso do bebé na barriga, e ainda servem de pufe para os bebés dormirem confortáveis e enroscadinhos. Há à venda na bebéconfort e custam cerca de 50€.

- Sling
Tenho uma da Rosa Pomar e experimentei ainda um tricotti. A minha sling da Rosa Pomar é dos meus items favoritos. Ando com o bebé para todo o lado e ao mesmo tempo tomo o pequeno almoço, lavo roupa, dou comida aos gatos, faço o almoço, estou aqui a escrever este post... e nada acalma mais o bebé como vir para a sling, ter uma chupeta na boca e a mãe cantar-lhe um bocadinho.
Só é pena não conseguir tomar banho e dormir com o bebé na sling ;)

- PureLan, Bepanthene, Cicamel, Avent Nipple Soothing, Lansinoh...
Cremes de lanolina ou cremes cicatrizantes, qualquer destes não é necessário limpar da maminha antes de dar de mamar. Para lembrar: colocar logo desde a primeira vez que a boca do bebé toca no mamilo. Não fazer como eu que achei que até não doia assim tanto e quando dei por isso tinha feridas que me doiam como tudo!

- Discos de hidrogel (Aquamed ou Chicco)
Experimentei os dois e gosto mais dos da chicco. São um bocadinho caros, mas convém tê-los logo à mão para o caso de ficarem com feridas nos mamilos. Não há nada pior que estar cheia de dores e ter de andar a correr farmácias à procura disto.
O aquamed trás 8 discos e custa cerca de 10€, à venda em farmácias também o encontrei na área de saúde do modelo.
A embalagem da chicco trás 10 discos e custa entre 17€ e 22€, à venda em farmácias e lojas da chicco (na farmácia é onde é mais barato).

- Almofada de sementes
Daquelas que se aquecem no microondas. São uma maravilha para aliviar as dores nas costas, por exemplo.

- Espreguiçadeira para banho do bebé
A melhor solução é a da bebéconfort e custa cerca de 30€. É um descanso para dar banho ao bebé, seja na banheirita dele, seja junto connosco. A que temos foi emprestada - para a próxima não esquecer de comprar :)

- Esterilizador a vapor
Apesar de não usarmos biberons o esterilizador funciona cá em casa pelo menos duas vezes por dia (esterilizamos a seringa para dar o colimil e as chuchas). O que temos também foi emprestado - como tal para a próxima não esquecer de comprar.
É óbvio que podiamos esterilizar as coisas numa panela com água a ferver, mas provavelmente entre dar colo ao bebé não o conseguiamos fazer e é um descanso abrir a tampa, colocar as coisas, a água, carregar no botão e ir embora.


Mais à medida que me for lembrando.

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sexta-feira, maio 04, 2007

O parto*


à tua espera
Originally uploaded by Morgy.

*ou a remoção cirúrgica do pequeno parasita

Eu nunca gostei muito da ideia do miúdo poder nascer no 25 de abril. Um feriado é um feriado e ele devia ter um dia só dele. Enfim manias. Mas acima de tudo queria que fosse ele a escolher o seu dia de nascimento. Esta deve ser das principais razões porque uma indução me pareceu sempre uma ideia estranha.
O nascimento é suposto ser espontâneo e não uma coisa marcada.
Não há qualquer dúvida de que o Gabriel queria mesmo nascer naquele dia.

No final do dia 24 eu sentia-me óptima e ainda sem perceber muito bem se o rolhão mucoso estava realmente a sair aos poucos. Sentei-me no sofá antes de ir fazer o jantar e calhou o miúdo estar muito mexido na barriga e eu ter o telemóvel mesmo ali ao lado.
Foi a única vez que consegui filmar a barriga aos pulos :) Ia ser o meu post do 25 de abril, dois vídeos da barriga em ebulição.
A noite revelou-se agitada. O Gabriel mexia-se muito dentro da minha barriga, eu não estava a conseguir dormir e sentia-me algo estranha. Estava meio acordada por volta das 5h30 da manhã quando pensei muito rápido: eu não acredito, vão-me rebentar as águas!
Levantei-me logo e quando cheguei à casa de banho já as cuecas estavam um bocadinho molhadas. Sentei-me na sanita e aquilo ia saindo aos jactos.
Levantei-me mas não havia forma de aquilo parar, ora pingava, ora escorria-me pelas pernas abaixo, ou saia mais um jacto!
Já havia líquido amniótico por todo lado. A minha preocupação foi ver se o líquido era clarinho e se não tinha um mau cheiro. Estava à espera dum cheiro tipo esperma, mas aquilo não me cheirava a nada. Era água e parecia ter alguns floquinhos brancos.
Eventualmente consegui desencantar um penso higiénico na outra casa de banho e umas cuecas limpas.

Tive tempo de ir acordar o tiago que ainda meio a dormir me pergunta: estás a gozar?. Disse-lhe que me sentia bem e ia tentar dormir mais um bocado antes de irmos para o hospital. Afinal o líquido era clarinho e eu não sentia contracções nenhumas, não valia a pena ir a correr. Fui buscar um resguardo para a cama e deitei-me.
Levantei-me logo a seguir, a excitação era muita. Finalmente estava algo a acontecer e o Gabriel queria nascer. E logo no 25 de abril, caramba!
Disse ao tiago que afinal já não conseguia dormir e fui tomar um duche. Ainda tinha esperanças de não ir perder muito mais líquido e conseguir ir apresentável para o hospital.
Nunca demorei tanto tempo para me vestir. Os pensos higiénicos empapavam a uma velocidade astronómica. Molhava as cuecas todas e tentava substituir por outras, estava a ver que não ia conseguir vestir-me. Nos entretantos o tiago levou as malas para o carro.

Eventualmente lá consegui vestir-me e render-me as evidências de que ia molhar-me toda. Fui comer qualquer coisa, já sabia que tão cedo ninguém me ia dar de comer.
Com mais um resguardo extra no assento do carro lá seguimos para o hospital.

As urgências estavam desertas. Nunca tinha visto aquilo assim. Eram cerca das 7h30.
Examinaram-me, confirmaram a ruptura de bolsa, que o líquido era claro (se bem que em casa cheguei a ver um bocadinho cor de rosa) e que tinha colo permeável a 1 / 2 dedos.
Já estava com contracções de 3 em 3 minutos, mas não totalmente regulares. O que era preocupante é que ninguém encontrava a análise ao strep B.

Levaram-me para um quarto e colocaram o catéter na mão e ligaram o CTG. Passava pouco das 8h. A partir de agora ia ficar deitada e quietinha na mesma posição durante imenso tempo... Colocaram-me soro, antibiótico (por causa da ruptura da bolsa e não se descobrir a análise do strep B) e mais tarde uma mistura com a bela da ocitocina para me regular as contracções. E ainda me vieram tirar sangue para análises. Acompanharam-me a enfermeira Célia e a Drª MCS (e o feliz que eu fiquei quando a vi entrar no quarto, a Drª MCS era a minha primeira escolha para ser acompanhada ali na CUF e já que o meu médico estava de férias, não me podia ter calhado ninguém melhor).

Os resultados das análises revelaram que já tinha aumento de glóbulos brancos no sangue por causa da ruptura de bolsa, isto colocava um prazo muito real para o parto acontecer.
As horas lá foram passando, ora me baixavam a dose de ocitocina porque as minhas contracções eram boas, ora vinham dar-me mais outra dose de antibiótico, ora faziam um toque e verificavam que continuava tudo na mesma - 1 a 2 dedos de dilatação.
As auxiliares já deviam estar fartas de mim... estava sempre a chamá-las para fazer xixi. Lá vinha a arrastadeira e tinham que me levantar porque deitada não conseguia fazer nada.

As dores sinceramente não custaram assim tanto. Eram como dores menstruais (que eu não costumo ter). Mas passavam rapidamente e os 3 minutos de intervalo davam imenso tempo para descansar (não estou a gozar, havia alturas em que eu até pensava que já há imenso tempo que não vinha a dor). A Drª e a Enfª perguntavam-me se eu não queria a epidural. É que ainda havia a hipotese de a epidural poder ajudar a fazer a dilatação.

Como o tempo ia passando a Drª acabou por me aumentar a dose de ocitocina e dessa forma aumentar a intensidade das contracções. Depois de 10h de trabalho de parto começava a custar. As contracções estavam hiper regulares e com uma duração maior. Eu estava a ficar cansada e já sabia que ia acabar tudo em cesariana.

Às 16h lá pedi a epidural. Já estava convencida que ia fazer cesariana. O prazo para as coisas avançarem eram as 17h30 e eu continuava com os 2 dedos de dilatação. A Drª disse logo, isto agora vai ter que avançar 5 dedos numa hora (não é que fosse impossível, mas muito improvável).

Levar a epidural não custou nada. O mais difícil é mantermo-nos naquela posição com os joelhos bem para cima e ter uma barriga gigante pelo caminho. O que é verdadeiramente horroroso é colocarem a algália. Foi o que mais me custou de todo o parto.
Depois da epidural fiquei deveras bem disposta. LOL As dores aguentam-se bem, mas realmente não há nada como não as sentir hehe!

Esperamos mais algum tempo e um pouco antes das 18h lá veio a Drª fazer o último toque. Ela olha para o CTG e diz: humm contracções excelentes! mas depois vê que está tudo na mesma. Ainda os 2 dedos. Diz a Drª este bebé deve ter circulares ou então o cordão é muito curto, está a defender-se e não desce. Vamos logo para cesariana.

O ambiente no bloco era animado. Falava-se das férias. De ir para Aruba ou para o México. Eu sentia-me feliz, tinha um grande sorriso na cara, o Gabriel ia finalmente nascer.
Fiquei numa posição tipo cristo, deitada e com um braço esticado para cada lado. Dum lado os soros, antibióticos, ocitocina, ritmo cardíaco... do outro pressão arterial. Injectaram-me a dose cavalar de epidural e se antes me conseguia mexer e só sentia a dormência nos pés, agora não sentia e não mexia absolutamente nada.

Lá começam a mexer e às tantas ouço a Drª ai este bebé não saia mesmo de outra maneira. Perguntei se tinha o cordão à volta do pescoço (como tinhamos visto na eco). Dizem-me que não, que estava no ombro, assim tipo à tiracolo. Estava todo enrolado no cordão, várias circulares foi o que referiram mais tarde.
Logo logo, mostram-mo por cima do pano. Estava com um ar zangado, muito vermelho e ainda com uns bocadinhos de vérnix. Até chorei de felicidade. 18h24. Nisto a Drª já estava a dizer, vão lá dizer ao pai que já nasceu.

Passado algum tempo pedi para saber o Apgar, e dizem todos é 10, é 10! O neonatologista ainda diz que era 20! Que se pudesse em vez de 10 era 11. Tiraram-me a placenta. Não vi nada, mas percebi logo o que era. Os comentários eram todos: olha só, velhissima! Depois lá me continuaram a aspirar e cozer. Ainda demorou um bocado. O anestesista perguntava-me se estava bem. Continuava a sorrir e a conversar sobre as férias. Olhava para o ecran da minha pressão e via que estava boa. Rondou sempre os 10/6.

Quando tudo terminou é que me comecei a sentir estranha. Tremia por todo lado, sentia toda a zona direita do meu corpo paralizada. Nem conseguia respirar pela narina direita. Mas isso agora fica para outro post.


horas de vida

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quinta-feira, abril 19, 2007

tudo na mesma, como a lesma

Os dias começam a custar. Não é tanto a ansiedade de que toda a gente me fala, é o aborrecimento. Não acontece nada. Não aparece nenhum sinal de que alguma coisa possa acontecer. Nada de nada. Isto causa uma frustração tremenda.
Para ajudar à festa chegam os telefonemas preocupados e bem intencionados da família e amigos. Tenho que passar os dias a repetir ao telefone: não, ainda não nasceu, estou bem, não se passa nada. Nada, não se passa nada.

Continuo sem perceber o que são contracções, sejam elas de braxton hicks ou the real thing. Passo os dias a apalpar a barriga a tentar perceber se se passa alguma coisa. Agora está rijo, hummm mas se calhar não é rijo o suficiente, epá que peso, que pressão aqui, deve ser só o bebé... enfim, não se passa nada.
De rolhão mucoso também não vejo nada... é obrigatório que sai sempre antes?

Amanhã lá vamos para mais um CTG e consulta. Eu passo os dias dividida entre aceitar a data de indução proposta pelo médico ou tentar negociar outra, uns dias ou uma semana mais tarde. Dividida porque, se por um lado não quero fazer indução, por outro quero o gorducho cá fora. Por um lado pesam-me todos os pros e contras de uma indução, por outro um medo enorme que aconteça alguma coisa ao miúdo nestes últimos dias.

E depois ainda vem aquele sentimento de fracasso. Cheguei até aqui e agora não consigo pôr o miúdo cá fora... Tretas, tretas, fizemos um bochechudo tão giro aqui dentro da barriga, se for preciso obrigá-lo a sair, olha paciência. O importante é ele estar bem. Mas mesmo assim parece que o meu corpo não sabe o que é para fazer agora.

Na semana passada ainda fantasiava com a ideia de ir à consulta e descobrir-se que afinal o colo já estava não sei quantos dedos dilatado e que eu até já tinha contracções certinhas. Agora já estou sempre à espera do: colo fechado, nada de contracções. Nada. É que não se passa nada!

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terça-feira, março 06, 2007

Fascinating Fact

"In the Huichol tribe of Mexico, the presence of the baby's father [during labour] may be required so that a string can be tied round his testicles on which the woman can pull as each contraction mounts to a peak of pain."
- Rediscovering Birth, Sheila Kitzinger.

Descobri no babycentre

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quinta-feira, março 01, 2007

Am I in real labor or false labor?

Quiz:

http://pregnancy.about.com/library/quiz/blfalselaborquiz.htm

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terça-feira, fevereiro 27, 2007

lua 2

Curioso como a lua cheia vai ser a 2 de abril e eu tive um sonho com o nascimento a 3 de abril... :) esperar para ver.

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Lua

Depois de uma breve consulta em:

http://www.moon-phases.net/calendar/index.php?month=4&year=2007

Cheguei à conclusão que a criança irá nascer, segundo a tradição popular, ou no dia 10 de Abril, dia 17 de Abril, dia 23 de Abril ou dia 1 de Maio.

Claro que para mim a criança nasce quando quiser, mas veremos se a tradição não se engana...

Update:

Espreitem ali ao lado este concurso:

http://ynismon.blogspot.com/2007/02/novo-concurso.html

É para tentar adivinhar a data de nascimento do Gabriel... E tem prémios e tudo...

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dicas para o parto

Em conversa no messenger com um recém pai...

O recém pai - Então é assim, quando começares a fazer força FAZ COCÓ! Estás a perceber?
Tens de fazer exactamente como se fosses fazer cocó, vais sentir como se o cocó estiver a sair mas não, é o bebé.


Eu - sim isso é o que dizem os livros

RP - Pois, mas as mulheres no momento ficam com medo de fazer cocó e então fazem mal a força.

Eu - até é costume sentires vontade de fazer cocó, quando é altura do puto sair

RP - E É, é mesmo isso, mas MUITAS mulheres com medo de fazer cocó deixam de fazer força.
Tu vais dominar, a L só teve de fazer força três vezes comigo a dizer "faz cocó L, faz cocó".



:D hehe

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terça-feira, janeiro 23, 2007

sobre o CTG

Electronic fetal heart rate monitoring is used during pregnancy in the surveillance of high-risk pregnancies, and also during labour. Its use is normally limited to institutional births.
The monitoring is most commonly achieved by an external Doppler ultrasound ransducer, or by an internal (vaginal) electrode attached to the fetal scalp, after rupture of the membranes. Although the information on fetal heart rate is more accurate in the latter method than with auscultation, the interpretation is difficult; the tracings are often interpreted differently by different care-givers, and even by the same people at different times (Cohen et al 1982, Van Geijn 1987, Nielsen et al 1987).
The sensitivity of the method with respect to the detection of fetal distress is high, but the specificity is low (Grant 1989). This means that the method results in a high rate of false positive signals, and a concomitant high number of (unnecessary) interventions, especially if used in a group of low-risk pregnant women (Curzen et al 1984, Borthen et al 1989). In high-risk pregnancies and in high-risk cases during labour the method has proven to be useful and may, in addition, offer reassurance to the woman, although its use inevitably limits the woman's capacity to move about as she wishes.


Do mesmo estudo da OMS - aqui.

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Recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) no Atendimento ao Parto Normal

A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas

4. Oferecer líquidos por via oral durante o trabalho de parto e parto.
12. Fazer monitorização fetal com auscultação intermitente.
15. Liberdade de posição e movimento durante o trabalho do parto.
16. Estímulo a posições não supinas (deitadas) durante o trabalho de parto e parto.
21. Realizar precocemente contato pele a pele, entre mãe e filho, dando apoio ao início da amamentação na primeira hora do pós-parto, conforme diretrizes da OMS sobre o aleitamento materno.


B) Condutas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser eliminadas

1. Uso rotineiro de enema (clister).
2. Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos.
3. Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto.
5. Uso rotineiro da posição supina (deitada) durante o trabalho de parto.


C) Condutas a ser utilizadas com precaução (Insufficient Evidence Exists to Support a Clear Recommendation)

2. Uso rotineiro de amniotomia precoce (romper a bolsa d’água) durante o início do trabalho de parto.
7. Clampeamento precoce do cordão umbilical.


D) Condutas frequentemente utilizadas de modo inadequado

1. Restrição de comida e líquidos durante o trabalho de parto.
3. Controle da dor através de analgesia peridural.
4. Monitoramento eletrônico fetal
8. Transferência rotineira da parturiente para outra sala no início do segundo estágio do trabalho de parto.*
13. Uso liberal ou rotineiro de episiotomia.

*Na MAC deve ser o único sítio em Portugal em que isto já não acontece.


A lista completa está aqui.

O documento original está aqui.

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mais sobre episiotomia

O uso profiláctico/rotineiro da episiotomia continua a ser praticado frequentemente apesar da ausência de evidência científica que suporte o seu benefício. Pelo contrário, existe mesmo uma evidência clara de que a episiotomia pode trazer algumas sequelas.
Desta revisão ressalta que a episiotomia não cumpre a maioria dos objectivos pelos quais é justificada a sua utilização. Não só não diminui o risco de lesão do períneo,sob a forma de roturas de grau III e IV, como, inclusive, as suas complicações podem agravar ainda mais estas lesões. Não previne o desenvolvimento do relaxamento pélvico com também não tem impacto sobre a morbilidade ou mortalidade fetal. Na verdade, os riscos associados ao seu uso são significativos e levam-nos a ponderar se perante esta ausência de suporte cientifico é correcto praticar um acto para o qual não se encontram benefícios que o justifiquem!


EPISIOTOMIA
Uso generalizado versus selectivo

BÁRBARA BETTENCOURT BORGES, FÁTIMA SERRANO, FERNANDA PEREIRA
Serviço de Ginecologia e Obstetrícia. Maternidade Dr Alfredo da Costa. Lisboa

in ACTA MÉDICA PORTUGUESA 2003; 16: 447-454

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segunda-feira, janeiro 22, 2007

wishlist do parto

Preferia que não me marcassem uma indução de parto nem efectuassem no toque um descolamento de membranas para acelerar o processo (é possível que para o final mude de ideias em relação ao descolamento de membranas).
Gostava de ter permanentemente uma pessoa a apoiar-me, alguém que compreenda as minhas necessidades, que conheça todo o processo do parto, os seus procedimentos e me ajude a defender os meus interesses.
Preferia que fosse num local onde eu tenha um quarto só para mim, que o bebé esteja sempre comigo.
Preferia que não me colocassem cateter com soro e outras substâncias intravenosas (entre outras coisas as minhas veias entopem rapidamente e a mão e o braço ficam imediatamente muito inchados)
Gostava que não me impedissem de beber água e ingerir comidas leves (tipo uma torrada), caso tenha sede e fome.
Gostava de poder andar de um lado para o outro, tomar um banho, etc e não estar presa à cama, deitada e com um ctg permanente.
Gostava de conseguir aguentar as dores sem epidural, mas que exista a possibilidade de eu mudar de ideias e querer a epidural (dada aos 4 dedos dilatação)
Gostava que fossem feitos todos os possíveis para evitar a episiotomia.
Após o parto gostava de ter logo o bebé comigo e dar-lhe de mamar (antes de o levarem para lavar, vacinas, etc).
Gostava que a bolsa de águas rompesse naturalmente.
Indução, aumento e estimulação do parto devem ser reservados a casos de verdadeira necessidade médica (oxitocina, pictocina, rompimento da bolsa, etc).
Não cortem o cordão umbilical antes deste deixar de pulsar.
As visitas deverão ser conforme o desejo da mãe, só as pessoas que eu quiser ver, durante o tempo que eu as quiser ver, à hora que eu as queira ver.

Falámos com a médica sobre algumas destas coisas. Em relação a indução, rompimento de bolsa e episiotomia ela garantiu que são procedimentos feitos apenas em casos de necessidade médica. No entanto recusou-se a admitir que por vezes são feitos por norma e ainda acrescentou que no caso de primíparas a episiotomia é sempre efectuada*. (esperemos que a conversa seja diferente na CUF, mas duvido já que as duas médicas são da mesma geração e ex colegas).

Sobre o catéter com soro e o CTG é que a conversa foi muito deprimente. Eu compreendo os pontos de vista médicos, mas não consigo concordar em absoluto com eles.

Em relação ao soro os argumentos da médica são de que, caso aconteça alguma emergência deverá existir uma via aberta para ser mais simples, fácil e rápida a administração de qualquer substância por via intra-venosa. Diz ela que se a mulher estiver em choque é muito mais difícil encontrar a veia.
Agora pergunto eu: sabendo já por experiência que as minhas veias com catéter lá colocado entopem rapidamente, o que aconteceria se me pusessem um catéter no início do trabalho de parto e passado algumas horas algo corresse mal e tivessem realmente que utilizar o dito catéter para administração de qualquer substância e o encontrassem entupido? Será mais simples, fácil e rápido colocarem um catéter de raiz ou ter de andar a desentupir com soro ou até retirar um catéter entupido e colocar outro e procurar uma outra veia?

Sobre o CTG diz a médica que é norma colocarem as mulheres em trabalho de parto com CTG permanente. Ou seja, vais parir ficas aí quietinha, deitadinha, sem te mexeres, até a coisa evoluir. Como tal não podes andar de um lado para o outro para aliviar as dores e aproveitares a força da gravidade para que o trabalho de parto seja mais rápido.
Porquê o CTG permanente? Para monitorizar o estado do bebé.
Porque não CTG por X tempo de vez em quando? Tem de ser permanente. Porque acha que em Portugal temos a taxa mais baixa de mortalidade infantil?
Agora pergunto: Falaram-me que na MAC já têm um novo serviço XPTO que monitoriza centralmente todos os resultados de CTG das várias mulheres em trabalho de parto, mas certamente que isto não acontece em todo lado. Nos outros sítios a mulher está sozinha no quarto com o CTG ligado. Se realmente algo de grave se alterar no estado do bebé, acham que a mulher percebe e chama logo alguém?


* sempre efectuada porque pelos vistos será melhor um corte do que as fibras esticarem. Ao fim de alguns anos fibras demasiado esticadas rompem e dão-se os conhecidos casos de incontinência urinária, entre outras coisas. No entanto, no caso de segundo filho já nem sempre se faz episio exactamente porque as fibras já estão mais larguinhas...

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sexta-feira, janeiro 12, 2007

Giro giro

É depois de aproveitar a hora de almoço para comprar mais umas mariquices pró miúdo (continua para aqui aos pontapés, isto hoje é festa non stop), encontrar por acaso uma colega da faculdade que eu já não via desde a faculdade, com um bebé ao colo e eu com a minha barriguinha. :)

O assunto que mais me ocupa no momento é a escolha da maternidade, como tal aproveitei logo para lhe perguntar onde ela teve o bebé e como tinha corrido.
Foi na CUF Descobertas*, que ela gostou muito e farta-se de recomendar e para não variar desejou-me uma hora pequenina.

*É uma das minhas opções, já foi lá que estive internada em Novembro. Sendo que as outras opções são a MAC e o Hospital Garcia de Orta.

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terça-feira, janeiro 09, 2007

a episiotomia

An episiotomy is an incision made in the area around your vagina (the perineum) during the second stage of labour when approximately 2 to 4 cm of your baby's head can be seen during a contraction. It is used to speed up delivery when there are signs of delay or fetal distress, to make delivery easier if forceps or ventouse (vacuum extraction) prove necessary, and if a baby is in the breech position. You'll also have an episiotomy if your baby is born pre-term so the trauma to your baby's head is minimised.

In the United Kingdom, between 50 and 90 per cent of women giving birth to their first baby have an episiotomy. The use and validity of the technique have been the subject of debate since the 1970s, however, and the majority of midwives would be reluctant to perform an episiotomy unless you have any of the above reasons/complications.

Talk to your midwife about what they do in the unit where you plan to deliver. Ask if they have specific criteria for when to perform an episiotomy and note your feelings and preferences regarding episiotomy on your birth plan.

It may help to try to increase the elasticity of your perineal muscles by doing daily perineal massage starting at about the 34th week of pregnancy. To do this, put some vitamin E oil or pure vegetable oil on your fingers and thumbs and around your perineum. Place your thumbs about 3 cm inside your vagina and press downward and sideways gently until you feel a slight tingling. Hold this stretch for about two minutes. Now gently massage the lower part of your vaginal canal back and forth for about 3 minutes. When you are in labour you can try perineal massage and warm compresses to relax your vaginal muscles.

Of course it is also important to maintain a healthy diet and lifestyle so you will be in optimum condition for labour and delivery. This, plus working closely with your midwife, may help you achieve a calm, controlled delivery.

in babycenter.co.uk

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